Esses riscos estão ligados a fatores como estresse, sobrecarga, repetitividade, assédio, jornadas excessivas e até mesmo a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Eles impactam diretamente a saúde mental e a produtividade dos empregados.
E qual a relação com a ergonomia?
A ergonomia não trata apenas da postura física ou do mobiliário adequado, mas também da adaptação das condições de trabalho às características humanas de forma ampla, o que inclui aspectos cognitivos e organizacionais. Ou seja, cuidar da ergonomia significa também reduzir riscos psicossociais.
Inclusive, o guia criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego traz a orientação de que a gestão dos riscos psicossociais acrescentada na NR-1 (Gerenciamento de riscos ocupacionais) deve ser implementada juntamente com a NR-17 (Ergonomia), iniciando-se com a Avaliação Ergonômica Preliminar ou com a Análise Ergonômica do Trabalho.
Para as empresas, isso não é apenas uma exigência legal: é uma estratégia inteligente de gestão. Ao investir em ergonomia e em políticas que previnam riscos psicossociais, reduz-se o adoecimento, os afastamentos e os passivos trabalhistas, ao mesmo tempo em que se fortalece a imagem, interna e externa, de um ambiente saudável e produtivo.